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O Que a Copa do Qatar Ensina Sobre Gestão de Facilities e Properties

A Copa do Qatar — 32 seleções, 1,2 milhão de visitantes e US$ 8 bilhões de infraestrutura em apenas 8 estádios — é um retrato ampliado do que qualquer operação de Facilities enfrenta: transporte, hospedagem, energia, água, limpeza e segurança geridos como um conjunto de mais de 40 temas. Recursos econômicos não bastam; o que decide o resultado é a gestão adequada desses recursos — o mesmo princípio vale para uma operação corporativa de qualquer porte.

Em resumo

  • A Copa do Qatar reuniu 32 seleções e 1,2 milhão de pessoas em só 8 estádios a até 70km de distância — a copa mais compacta da história.
  • Um orçamento de infraestrutura de US$8 bilhões expõe o tamanho do desafio de engenharia, logística e Facilities por trás do evento.
  • Gestão de eventos é uma atividade que está no escopo de Facilities nas empresas, mesmo quando não é reconhecida como tal.
  • O maior estádio da competição vira centro comunitário após o torneio — um caso de retrofit de propriedade com equipe dedicada à transição.
  • Recursos econômicos não bastam: o desafio real está na gestão adequada de transporte, hospedagem, energia, água e limpeza.
O Que a Copa do Qatar Ensina Sobre Gestão de Facilities e Properties — imagem 1
Neste artigo

Em tempo de copa, vamos falar um pouco do Qatar e o megaevento que está para realizar.

Qual é o Tamanho do Desafio Logístico da Copa do Catar?

Como estado soberano desde 1971 e regido por uma monarquia, tem 2,8 milhões de habitantes dos quais aproximadamente 75% são estrangeiros. É um dos mais ricos países do mundo com economia baseada na exploração de petróleo e gás natural (US$112k/ano de renda per capita).

A copa com 32 seleções e 64 jogos deve levar 1,2 milhão de pessoas e US$1,7 bi para este país do Oriente Médio do tamanho de metade do Estado de Sergipe ou apenas o dobro do Distrito Federal, durante 4 semanas. Só a primeira fase terá 48 jogos em 13 dias. O torneio, cuja infraestrutura tem um orçamento de aproximadamente US$8bi, será disputado em 8 estádios localizados em 5 cidades na copa mais compacta da história (70km de distância entre os estádios mais distantes). O maior estádio da competição será palco da decisão e, depois dos jogos, será transformado em centro comunitário para a população. Ele fica na cidade de Lusail, construída para a copa e que fica a 19km de Doha, a capital do país que abrigará 4 jogos por dia e tem aproximadamente metade da população deste emirado.

O Que a Copa do Qatar Ensina Sobre Gestão de Facilities e Properties — imagem 2

Foto: Thomas White/Illustration/Reuters

O Que a Copa do Catar Tem a Ver com Facilities e Properties?

Essas informações ajudam a entender não apenas questões mais evidentes como a força do poder econômico, mas também o tamanho do desafio de áreas como engenharia/construção, logística e gestão de atividades como as de Facilities (para não falar das polêmicas relacionadas à força de trabalho). Questões como transportes, hospedagens, alimentação, abastecimento de energia, água e gás, além de serviços como limpeza e conservação, trazem à tona a complexidade da gestão de um conjunto de mais de 40 temas. E uma copa que traz desafios dessa natureza ajuda a evidenciar que não basta apenas ter recursos econômicos, mas também uma gestão adequada dos recursos.

A propósito, a gestão de eventos é mais uma das atividades que estão no escopo de Facilities nas empresas, mas que muitas vezes não é identificada como tal. Do lado de Properties, o estádio que passará a ter outro uso é um bom caso de retrofit de uma propriedade e que terá uma equipe acompanhando essa transformação e seguirá gerindo uma nova operação.

Enfim, já que o momento é de copa, fica aqui o gancho para que se procure organizar bem a operação e gestão de Facilities e Properties, através de uma boa revisão de processos, indicadores e ferramentas tecnológicas que permitam conhecer performance e proporcionar continuamente um bom desempenho.

Boa copa e até a próxima!

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Álvaro Aguiar

Sócio-fundador

Profissional com 40 anos de carreira iniciada na construção civil, tem quase três décadas de experiência na gestão de Corporate Real Estate em grandes empresas como Globo, Google e AC Camargo Cancer Center. É sócio-fundador da ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), tendo sido diretor da instituição, assim como da CoreNet Global Chapter Brazil. Engenheiro Civil com mestrado em Arquitetura, MBA Executivo e pós graduações em corporate real estate, gestão empresarial, ar condicionado, administração e marketing.

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