Em tempo de copa, vamos falar um pouco do Qatar e o megaevento que está para realizar.
Qual é o Tamanho do Desafio Logístico da Copa do Catar?
Como estado soberano desde 1971 e regido por uma monarquia, tem 2,8 milhões de habitantes dos quais aproximadamente 75% são estrangeiros. É um dos mais ricos países do mundo com economia baseada na exploração de petróleo e gás natural (US$112k/ano de renda per capita).
A copa com 32 seleções e 64 jogos deve levar 1,2 milhão de pessoas e US$1,7 bi para este país do Oriente Médio do tamanho de metade do Estado de Sergipe ou apenas o dobro do Distrito Federal, durante 4 semanas. Só a primeira fase terá 48 jogos em 13 dias. O torneio, cuja infraestrutura tem um orçamento de aproximadamente US$8bi, será disputado em 8 estádios localizados em 5 cidades na copa mais compacta da história (70km de distância entre os estádios mais distantes). O maior estádio da competição será palco da decisão e, depois dos jogos, será transformado em centro comunitário para a população. Ele fica na cidade de Lusail, construída para a copa e que fica a 19km de Doha, a capital do país que abrigará 4 jogos por dia e tem aproximadamente metade da população deste emirado.

Foto: Thomas White/Illustration/Reuters
O Que a Copa do Catar Tem a Ver com Facilities e Properties?
Essas informações ajudam a entender não apenas questões mais evidentes como a força do poder econômico, mas também o tamanho do desafio de áreas como engenharia/construção, logística e gestão de atividades como as de Facilities (para não falar das polêmicas relacionadas à força de trabalho). Questões como transportes, hospedagens, alimentação, abastecimento de energia, água e gás, além de serviços como limpeza e conservação, trazem à tona a complexidade da gestão de um conjunto de mais de 40 temas. E uma copa que traz desafios dessa natureza ajuda a evidenciar que não basta apenas ter recursos econômicos, mas também uma gestão adequada dos recursos.
A propósito, a gestão de eventos é mais uma das atividades que estão no escopo de Facilities nas empresas, mas que muitas vezes não é identificada como tal. Do lado de Properties, o estádio que passará a ter outro uso é um bom caso de retrofit de uma propriedade e que terá uma equipe acompanhando essa transformação e seguirá gerindo uma nova operação.
Enfim, já que o momento é de copa, fica aqui o gancho para que se procure organizar bem a operação e gestão de Facilities e Properties, através de uma boa revisão de processos, indicadores e ferramentas tecnológicas que permitam conhecer performance e proporcionar continuamente um bom desempenho.
Boa copa e até a próxima!




