Agora que atingimos o terceiro e último (por enquanto; quem sabe a gente não volta a falar de outros?) planeta do universo de Facilities e Properties, é hora de relaxar e viver um pouco por aqui. Para isso, será importante ter em mente que trata-se de uma atividade que recebeu muita ajuda da tecnologia na última década e, por consequência, passou a ter muito mais eficiência operacional.
Quais São as Áreas que Compõem a Segurança Corporativa?
Para início de conversa, vamos subdividir um pouco o tema segurança corporativa para que se compreenda melhor como ele pode ser composto dentro de uma empresa e como a tecnologia pode ajudar cada uma dessas áreas que podem ser:
Controle de acesso
Recepção
Vigilância
Brigada de Incêndio
A dinâmica do trabalho de segurança, sobre o qual há muita inteligência aplicada, ficou muito menos sujeita a falhas operacionais/humanas à medida em que uma série de atividades foram automatizadas. Dessa forma, a ação humana, como em uma série de outras atividades profissionais, tende a ficar cada vez mais dedicada a atividades mais estratégicas/de maior valor agregado.
Como a Tecnologia Automatiza Cada Área da Segurança?
Como exemplos de automatizações aplicadas a esse campo, podemos destacar, por área, as seguintes:
Controle de acesso – para proporcionar mais agilidade (melhor experiência aos usuários) e o uso de menos recursos humanos (e até espaço dedicados a filas e mais recepcionistas, conforme a situação), há hoje uma boa quantidade de soluções tecnológicas que oferecem acesso instantâneo, sem a perda do controle e segurança nos acessos. Isso se faz através da emissão de códigos que são enviados previamente aos visitantes e que são lidos em seus celulares pelas catracas instaladas nos acessos aos ambientes controlados. O mesmo pode acontecer através de biometria (leitura de digitais, rostos).
Recepção – quando é necessário, por alguma razão, que o visitante aguarde seu anfitrião na recepção, o aviso de sua chegada ao anfitrião pode ser feito de forma ágil, pela informação/alarme que um leitor do código que o visitante traz consigo (processo análogo ao descrito no item anterior) envia ao celular ou computador da pessoa responsável pela recepção.

Fotos: Proxyclick Visitor Management System e Jason Blackeye (Unsplash) e Imagens: c4i.com.br/
Vigilância – o monitoramento de situações de risco ou necessidade de assistência também foi relevantemente melhorado, ou seja, ganhou agilidade e precisão, mitigando muitos riscos, com a implementação de videomonitoramento. A qualidade de imagem de câmeras e a inteligência artificial aplicada a elas possibilitou o trabalho de predição e melhor identificação dessas situações. Isso porque, situações pré definidas (ex.: veículo ou pessoa trafegando por determinado local, em determinada faixa de horário ou numa velocidade superior a algum valor) fazem com que o sistema de monitoramento informe, emita alarmes e mostre em destaque numa tela de monitoramento (ou celular de um responsável) a imagem sob suspeita. O uso da nuvem permite potencializar a Segurança Colaborativa a partir do compartilhamento das imagens das câmeras de segurança existentes em diversas edificações da mesma região. Ainda sobre monitoramento, pode-se utilizar drones para a visualização de locais distantes/inacessíveis, trazendo imagens e leituras termográficas que ajudem no processo de identificação de situações de perigo, também com o uso de inteligência artificial. Importante dizer que há soluções de aplicação de inteligência artificial ao sistema de câmeras já existentes, ou seja, não é necessário que haja gasto para a troca dos equipamentos, ficando esse custo apenas para a aplicação do serviço de inteligência.
Brigada de Incêndio – o trabalho de informação sobre situações de risco/fogo e de combate já é, há muito tempo, feito por sistemas de detecção e alarme de incêndio que, atualmente, podem ser feitos por sistemas de custos bem menores à medida em que a evolução da transmissão de dados evoluiu eliminando a necessidade de cabeamentos. Houve também redução do preço de componentes como sensores de boa qualidade, bem como aumento da inteligência aplicada a eles. Também encontra-se hoje maior variedade de sensores que ajudam na manutenção da salubridade dos ambientes (ex.: detectores de CO2).
Vale a Pena Investir em Tecnologia de Segurança?
Assim como destacado nas newsletters anteriores em que tratamos do uso de tecnologia aplicada aos serviços de manutenção e limpeza, na segurança também se pode elevar muito o nível de qualidade e a mitigação de riscos com redução de custos. E isso não é um canto de sereia (será que elas existem nesses planetas?). Estimulamos, com isso, que os gestores busquem informações a respeito dessas soluções e a dica é que, para isso, pensem no que exatamente necessitam. Assim, a busca e análise das ofertas fica facilitada e mais ágil porque há muita oferta de soluções, mas nem todas oferecem exatamente o que se necessita ou oferecem eventualmente mais do que se necessita (sem falar de qualidade).
Com esse conteúdo, encerramos a série exploratória do universo de Facilities e Properties. Esperamos que a viagem tenha sido confortável, segura e proporcionado bons insigths.
Boas reflexões e até a próxima!




