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Vivendo no Planeta Segurança: Como a Tecnologia Reduz Risco na Segurança Corporativa

Segurança corporativa se divide em quatro frentes — controle de acesso, recepção, vigilância e brigada de incêndio — e todas foram transformadas pela automação na última década. Códigos enviados a visitantes e biometria substituem catracas com fila; videomonitoramento com IA identifica situações de risco automaticamente; e sensores mais baratos tornaram a detecção de incêndio mais acessível. O efeito combinado é menos falha operacional e humana, com a equipe dedicada a atividades de maior valor.

Em resumo

  • Segurança corporativa se divide em controle de acesso, recepção, vigilância e brigada de incêndio.
  • Códigos enviados a visitantes e biometria substituem catracas com fila e reduzem a necessidade de recepcionistas.
  • Videomonitoramento com IA identifica situações de risco automaticamente e alerta o responsável em tempo real.
  • Segurança colaborativa via nuvem permite compartilhar imagens de câmeras entre diferentes edifícios da mesma região.
  • Sistemas de detecção e alarme de incêndio ficaram mais baratos com a evolução da transmissão de dados sem fio.
Vivendo no Planeta Segurança: Como a Tecnologia Reduz Risco na Segurança Corporativa — imagem 1
Neste artigo

Agora que atingimos o terceiro e último (por enquanto; quem sabe a gente não volta a falar de outros?) planeta do universo de Facilities e Properties, é hora de relaxar e viver um pouco por aqui. Para isso, será importante ter em mente que trata-se de uma atividade que recebeu muita ajuda da tecnologia na última década e, por consequência, passou a ter muito mais eficiência operacional.

Quais São as Áreas que Compõem a Segurança Corporativa?

Para início de conversa, vamos subdividir um pouco o tema segurança corporativa para que se compreenda melhor como ele pode ser composto dentro de uma empresa e como a tecnologia pode ajudar cada uma dessas áreas que podem ser:

Controle de acesso

Recepção

Vigilância

Brigada de Incêndio

A dinâmica do trabalho de segurança, sobre o qual há muita inteligência aplicada, ficou muito menos sujeita a falhas operacionais/humanas à medida em que uma série de atividades foram automatizadas. Dessa forma, a ação humana, como em uma série de outras atividades profissionais, tende a ficar cada vez mais dedicada a atividades mais estratégicas/de maior valor agregado.

Como a Tecnologia Automatiza Cada Área da Segurança?

Como exemplos de automatizações aplicadas a esse campo, podemos destacar, por área, as seguintes:

Controle de acesso – para proporcionar mais agilidade (melhor experiência aos usuários) e o uso de menos recursos humanos (e até espaço dedicados a filas e mais recepcionistas, conforme a situação), há hoje uma boa quantidade de soluções tecnológicas que oferecem acesso instantâneo, sem a perda do controle e segurança nos acessos. Isso se faz através da emissão de códigos que são enviados previamente aos visitantes e que são lidos em seus celulares pelas catracas instaladas nos acessos aos ambientes controlados. O mesmo pode acontecer através de biometria (leitura de digitais, rostos).

Recepção – quando é necessário, por alguma razão, que o visitante aguarde seu anfitrião na recepção, o aviso de sua chegada ao anfitrião pode ser feito de forma ágil, pela informação/alarme que um leitor do código que o visitante traz consigo (processo análogo ao descrito no item anterior) envia ao celular ou computador da pessoa responsável pela recepção.

Vivendo no Planeta Segurança: Como a Tecnologia Reduz Risco na Segurança Corporativa — imagem 2

Fotos: Proxyclick Visitor Management System e Jason Blackeye (Unsplash) e Imagens: c4i.com.br/

Vigilância – o monitoramento de situações de risco ou necessidade de assistência também foi relevantemente melhorado, ou seja, ganhou agilidade e precisão, mitigando muitos riscos, com a implementação de videomonitoramento. A qualidade de imagem de câmeras e a inteligência artificial aplicada a elas possibilitou o trabalho de predição e melhor identificação dessas situações. Isso porque, situações pré definidas (ex.: veículo ou pessoa trafegando por determinado local, em determinada faixa de horário ou numa velocidade superior a algum valor) fazem com que o sistema de monitoramento informe, emita alarmes e mostre em destaque numa tela de monitoramento (ou celular de um responsável) a imagem sob suspeita. O uso da nuvem permite potencializar a Segurança Colaborativa a partir do compartilhamento das imagens das câmeras de segurança existentes em diversas edificações da mesma região. Ainda sobre monitoramento, pode-se utilizar drones para a visualização de locais distantes/inacessíveis, trazendo imagens e leituras termográficas que ajudem no processo de identificação de situações de perigo, também com o uso de inteligência artificial. Importante dizer que há soluções de aplicação de inteligência artificial ao sistema de câmeras já existentes, ou seja, não é necessário que haja gasto para a troca dos equipamentos, ficando esse custo apenas para a aplicação do serviço de inteligência.

Brigada de Incêndio – o trabalho de informação sobre situações de risco/fogo e de combate já é, há muito tempo, feito por sistemas de detecção e alarme de incêndio que, atualmente, podem ser feitos por sistemas de custos bem menores à medida em que a evolução da transmissão de dados evoluiu eliminando a necessidade de cabeamentos. Houve também redução do preço de componentes como sensores de boa qualidade, bem como aumento da inteligência aplicada a eles. Também encontra-se hoje maior variedade de sensores que ajudam na manutenção da salubridade dos ambientes (ex.: detectores de CO2).

Vale a Pena Investir em Tecnologia de Segurança?

Assim como destacado nas newsletters anteriores em que tratamos do uso de tecnologia aplicada aos serviços de manutenção e limpeza, na segurança também se pode elevar muito o nível de qualidade e a mitigação de riscos com redução de custos. E isso não é um canto de sereia (será que elas existem nesses planetas?). Estimulamos, com isso, que os gestores busquem informações a respeito dessas soluções e a dica é que, para isso, pensem no que exatamente necessitam. Assim, a busca e análise das ofertas fica facilitada e mais ágil porque há muita oferta de soluções, mas nem todas oferecem exatamente o que se necessita ou oferecem eventualmente mais do que se necessita (sem falar de qualidade).

Com esse conteúdo, encerramos a série exploratória do universo de Facilities e Properties. Esperamos que a viagem tenha sido confortável, segura e proporcionado bons insigths.

Boas reflexões e até a próxima!

Álvaro Aguiar

Sócio-fundador

Profissional com 40 anos de carreira iniciada na construção civil, tem quase três décadas de experiência na gestão de Corporate Real Estate em grandes empresas como Globo, Google e AC Camargo Cancer Center. É sócio-fundador da ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), tendo sido diretor da instituição, assim como da CoreNet Global Chapter Brazil. Engenheiro Civil com mestrado em Arquitetura, MBA Executivo e pós graduações em corporate real estate, gestão empresarial, ar condicionado, administração e marketing.

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