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Plano de Retorno em 3 Fases: o Playbook da ARO para Reocupação Segura de Espaços

O plano de retorno da ARO organiza a reocupação de espaços em três fases — Reconhecimento (até 3 meses, para aprender e ajustar), Amadurecimento (até 6 meses, para sedimentar novas práticas) e Sedimentação (após 6 meses, para consolidar o "novo normal") — tratando separadamente as ações de Properties (condomínio, circulação, descarte) e de Facilities (comunicação interna, isolamento de estações, dimensionamento do escritório). Nasceu de um benchmarking durante a pandemia, mas a estrutura de fases serve para qualquer reocupação disruptiva de espaços corporativos.

Em resumo

  • O plano se divide em 3 fases: Reconhecimento (até 3 meses), Amadurecimento (até 6 meses) e Sedimentação (após 6 meses) — cada uma com um papel distinto na consolidação do "novo normal".
  • Empresas que reocupam em ondas definem previamente quando e quantos retornam em cada uma — por exemplo, 20% do efetivo na 1ª onda, 50% a 100% na 2ª.
  • O plano trata separadamente as ações de Properties (comunicação com o condomínio, circulação, espaços de guarda e descarte) e de Facilities (comunicação interna, isolamento de estações, dimensionamento do escritório).
  • Comunicação é a base de tudo: pesquisa com ocupantes, regras de uso, comunicação visual e canal de contato aberto para dúvidas e sugestões.
  • O modelo nasceu de um benchmarking com empresas ocupantes e gestores prediais em maio de 2020, mas a estrutura de fases serve para qualquer reocupação disruptiva, não só pandemia.
Neste artigo

Três fases, um roteiro para qualquer reocupação

O plano de retorno da ARO organiza a reocupação de espaços corporativos em três fases. A Fase 1 — Reconhecimento (até 3 meses após o retorno) cria aprendizado e serve de base para ajustes nas fases seguintes. A Fase 2 — Amadurecimento (até 6 meses) sedimenta novas práticas depois do período de acerto e erro, com definição de estratégia e início da implantação do “novo normal”. A Fase 3 — Sedimentação (após 6 meses) encerra a implantação e revisa as mudanças feitas.

Empresas que optam por ocupação em ondas definem, para cada uma, quando e quantos retornam — por exemplo, 1ª onda com 20% do efetivo (equipes A, B, C) uma a duas semanas após a liberação, e 2ª onda com 50% a 100% da equipe após um mês.

Properties e Facilities: duas frentes, uma mesma reabertura

FrenteFoco das ações
PropertiesComunicação com o condomínio, regras de uso, circulação e fluxos, espaços de guarda e de descarte
FacilitiesComunicação interna, isolamento de estações de trabalho, dimensionamento do novo escritório, canal de contato

Nas duas frentes, a operação também precisa ser revista: turnos, horários e fluxos de prestadores e ocupantes são avaliados de forma cruzada para equilibrar proteção e produtividade, com frequência de serviços — limpeza, entregas, manutenção — repensada conforme a nova realidade.

Comunicação é a base: antes de qualquer ajuste físico

Antes de mexer no espaço físico, o plano começa pela comunicação: pesquisa com os ocupantes para entender intenções e planos de retorno, regras claras de uso do condomínio e dos ambientes, comunicação visual sobre distância e fluxo, e um canal de contato — ou comitê — para dúvidas, sugestões e reclamações. É essa base que sustenta as adaptações físicas e operacionais que vêm depois.

O modelo nasceu de um trabalho de benchmarking que reuniu, em maio de 2020, informações de empresas ocupantes e gestores prediais, somado a medidas de limpeza recomendadas pela ABRALIMP. Mas a estrutura em fases — reconhecer, amadurecer, sedimentar — serve de roteiro para qualquer reocupação disruptiva de espaços corporativos, não apenas para uma pandemia.

Luciano Brunherotto

Sócio-fundador

Sócio-fundador da ARO, membro do Conselho Consultivo e ex-Presidente da ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), Embaixador de Facilities no Brasil para o EuroFM, Engenheiro Civil pela FEI e MBA em Gerenciamento de Facilidades pela USP-SP. Profissional com mais de 35 anos de experiência, atuou como Gestor de Facilities na ABB, Harris, Natura, Santander, Sodexo e Takasago, foi também Diretor de Operações do Hopi Hari.

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