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O Guia da ARO para Planejamento e Gestão de Espaços Corporativos

Um Plano Diretor de Espaços eficaz nasce de seis fatores externos — econômicos, tecnologia, natureza do trabalho, força de trabalho, preparação e meio ambiente — e se constrói em quatro passos: definir o programa do projeto, criar padrões de mesas e salas, projetar em detalhe cada site e montar o plano de gestão de Facilities. Feito bem, ele conecta atração e retenção de talento, eficiência financeira e produtividade — em um caso real da ARO, reorganizar fluxos e vizinhanças reduziu um processo de 40 minutos para 40 segundos.

Em resumo

  • Seis fatores externos mudaram a forma como se planeja o ambiente de trabalho: econômicos, tecnologia, natureza do trabalho, força de trabalho, preparação e meio ambiente.
  • Em um projeto real, reorganizar fluxos e vizinhanças reduziu um processo de 40 minutos para 40 segundos, só reposicionando equipes, almoxarifado e estacionamento.
  • O horizonte ideal para um Plano Diretor de Espaços caiu para cerca de 3 anos, dado o ritmo de mudança do negócio e da tecnologia.
  • O processo tem 4 passos: definir o programa do projeto, criar padrões de mesas/salas/comunicação visual, projetar em detalhe cada site e montar o plano de gestão de Facilities.
  • Estratégias de espaço bem-feitas conectam atração e retenção de talento, eficiência financeira e aumento de produtividade — não são só sobre metro quadrado.
Neste artigo

Seis fatores que mudaram o escritório

Por cerca de 100 anos, as mudanças no projeto de escritórios foram lentas. A partir dos anos 90, seis fatores passaram a pressionar arquitetos, planejadores e gestores a repensar como apoiar a forma como as pessoas trabalham: fatores econômicos (pressão para reduzir custo com imóveis e instalações), tecnologia (dispositivos móveis que permitem trabalhar em qualquer lugar), natureza do trabalho (mais volátil, baseado em conhecimento e colaborativo), força de trabalho (até 4 gerações convivendo, cada uma com expectativas diferentes), preparação (planos de contingência e continuidade de negócio) e meio ambiente (edifícios comerciais respondem por 19% do consumo de energia comercial nos EUA).

Cada empresa tem sua própria cultura, vive seu próprio momento e tem seu nível de maturidade na gestão de espaços — por isso, uma boa estratégia de espaço é sempre a que se ajusta a essas três variáveis, não um modelo genérico copiado de outra empresa.

Um caso real: de 40 minutos a 40 segundos

Em um projeto de nova sede conduzido pela ARO, reposicionar equipes, almoxarifado de equipamentos e estacionamento — tornando-os vizinhos dentro do mesmo bloco — reduziu um processo interno de 40 minutos para 40 segundos, com ganho direto de produtividade numa atividade ligada ao negócio. É esse tipo de ganho, e não apenas economia de metro quadrado, que justifica investir em planejamento de espaços — válido para empresas de todos os portes, desde que gere ganho de produtividade ou suporte a uma demanda estratégica.

Dado o ritmo de mudança do negócio e da tecnologia, o horizonte ideal para um Plano Diretor de Espaços encolheu: cerca de 3 anos parece hoje um período razoável para o plano dar conta de zoneamento, fluxos, vizinhanças e, num nível mais detalhado, padrões de acabamento, mobiliário e comunicação visual.

Quatro passos do Plano Diretor de Espaços

PassoO que envolve
1. Programa do projetoRelacionar necessidades de espaço por função/área, vizinhanças, fluxos e necessidades operacionais
2. PadrõesDefinir padrões de mesas, salas, divisórias e comunicação visual — o “look and feel” dos ambientes
3. Projeto detalhadoProjetar a ocupação de cada site (arquitetura e complementares) pensando já na operação
4. Plano de gestãoMontar o plano de gestão de Espaços e Facilities considerando cultura, momento e maturidade da empresa

Na transição para a nova operação, vale ter processos, indicadores e contratos já em uso antes da inauguração — e preparar bem a comunicação sobre novos recursos e regras. Depois, uma Política de Uso de Espaços orienta o dia a dia, e a tecnologia (sensores, IoT) torna a gestão contínua mais precisa — tema que a ARO aprofunda no E-book 2, sobre Tecnologia.

Luciano Brunherotto

Sócio-fundador

Sócio-fundador da ARO, membro do Conselho Consultivo e ex-Presidente da ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), Embaixador de Facilities no Brasil para o EuroFM, Engenheiro Civil pela FEI e MBA em Gerenciamento de Facilidades pela USP-SP. Profissional com mais de 35 anos de experiência, atuou como Gestor de Facilities na ABB, Harris, Natura, Santander, Sodexo e Takasago, foi também Diretor de Operações do Hopi Hari.

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